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Invente sua paz

setembro 20, 2010

A violência a cada dia tem aumentado. No Brasil, o tráfico de drogas tem contribuído para engrossar as taxas de mortalidade que constam nos dados estatísticos. Famílias inteiras têm amargado o sofrimento de um ou vários de seus membros que tomaram como destino o caminho das drogas, muitas vezes sem retorno, pois se vê as mortes prematuras de tais pessoas. O fato é que isto não ocorre apenas em áreas urbanas, o meio rural, em alguns casos, tem sido provedor das áreas dominadas pelo tráfico nas cidades. Aqui, como se vê ainda não se trata de violência estritamente urbana, pois esta se refere aquela que deriva da organização do espaço urbano, ou seja, resultante dos conflitos e dos problemas urbanos. A violência não somente estendeu os “tentáculos” no Brasil, mas em muitos outros países também deixa vítimas como nos atentados reivindicados por grupos terroristas suicidas ou nos casos em que aparecem os assassinos em série atirando em instituições de ensino.

As doenças também resolveram tirar a tranqüilidade das pessoas, a cada dia são descobertos novos agentes infecciosos. Vírus sofrem mutações e se espalham estando cada vez mais resistentes às drogas com as quais são tratadas as pessoas infectadas. Há poucos anos algumas reportagens divulgaram o caos em que os países africanos ainda sofrem com a contaminação por HIV, onde na região conhecida por África Subsaariana, localizada abaixo do Deserto do Saara, estão alguns dos países mais pobres do mundo. Por lá a mortalidade encontra-se a níveis extremos. As guerras são a outra face da crise vivida por quem habita nesta parte do continente africano, como uma espécie de herança maldita deixada pelos colonizadores. Há países que enfrentam guerras civis por várias décadas, os governos não dispõem de recursos para investir na saúde de seus cidadãos e nem em desenvolvimento econômico e social, a guerra consome parte considerável dos investimentos no sentido de proteger alguns e combater os rebeldes. Isto se dá na compra de artefatos de guerra. Um fato importante de ser mencionado é que a herança deixada pelos colonizadores, representada pela grande exploração das pessoas e das riquezas neste continente geraram instabilidades nas relações políticas internas entre colonizador e colonizado, os primeiros dividiram territórios sem ao mínimo levar em consideração a diversidade étnica e cultural dos povos que ali habitavam originalmente.

Sabe-se que atualmente vive-se um momento de instabilidades tanto no campo da política como nas finanças, colocando em xeque a paz de muitas pessoas. Já há um clamor por paz.

A procura por paz não tem sido apenas um simples problema, tendo em vista que há vários conceitos de paz que fazem as pessoas acreditar em algo até certo ponto inalcançável a partir da maneira como pensam em encontrá-la, falo da utopia dos tratados de paz, das caminhadas em “protesto” que se assemelham aos desfiles de blocos carnavalescos que em nada contribuem para que as pessoas reflitam, passam apenas a idéia de que paz é um momento de alegria regada a bebidas e ao som dos trios elétricos. Aqui a busca da paz se torna algo do tipo “invente a sua paz”, não havendo referencial e nem caminho para se chegar ao objetivo. Aqui se acredita que a paz será encontrada aleatoriamente por qualquer meio.  É uma paz momentânea quando encontrada, seguida de perto por aqueles que creditam o “tudo pela paz”, afirmando com isto que qualquer coisa que se fizer em nome da paz estar valendo, embora a recíproca não seja verdadeira e nem a paz duradoura.

O que se observa na atualidade é a tentativa da busca da paz não como Jesus a indicou “Tenho-vos dito isto para que em mim tenhais paz”. Qualquer busca de paz fora dessa realidade colocada por Jesus será mais uma solenidade, um intervalo entre duas guerras, utopia ou algo paliativo. Somente haverá verdadeira paz quando cada pessoa entregar-se completamente à direção de Deus tendo como referencial o Mestre Jesus, procurando viver seus ensinamentos conforme descrito na Bíblia.

Seguindo na contramão das escrituras estão os pregadores da propagada doutrina da prosperidade. Jesus não disse que no mundo os cristãos teriam somente momentos de alegrias ou que seriam prósperos financeiramente simplesmente por segui-lo. Muito pelo contrário, os cristãos sofreriam com a oposição das pessoas comuns e dos governantes, muitos até foram mortos por professar a fé cristã. É muito clara a observação que o Senhor Jesus realizou quanto aos seus seguidores, nas palavras “renunciar a si mesmo” e “tomar a sua cruz”.

A riqueza é uma benção quando conquistada com lealdade a Deus. Mas, nem todas as pessoas que a possue estão debaixo da benção de Deus, isso ocorre quando há ilicitudes. Aqui a riqueza se torna uma maldição para quem a detém.

Em nenhum momento Jesus demonstrou preocupação em acumular bens na terra. Pelo contrário, o Mestre sempre ensinou a não colocarmos o nosso coração nisto. Ao assistirmos na atualidade a maneira como as pessoas são ensinadas a buscar as bênçãos de Deus percebe-se, por parte de alguns líderes, o não comprometimento com as verdades bíblicas quanto a priorizar o amor ao próximo, o bom tratamento entre as pessoas inclusive entre os líderes e destes para com as pessoas que não desempenham funções em que haja destaque na igreja; e ainda pôr em prática tudo o que o Mestre Jesus ensinou, incluindo-se aqui o testemunho pessoal de vida.

Na realidade muito se prega sobre prosperidade financeira a ponto de pouco se dar ênfase aos conteúdos de grande importância como este que estamos discutindo aqui. Pois, prega-se o que é de interesse de determinada instituição religiosa ou liderança, pois quando os conteúdos das mensagens versam enfaticamente sobre finanças e prosperidade as pessoas são atraídas e alguns líderes tomam proveito desta situação. Enquanto isso, conteúdos de grande importância são abdicados dos púlpitos das igrejas, temas doutrinários de elevado grau de importância estão sendo esquecidos e as verdades bíblicas escanteadas. Por esta razão pouco se diz na atualidade que o cristão também sofre, fala-se apenas o que o ego deseja ouvir omitindo-se a outra face.

Apesar do quadro de perversão em que se encontra o mundo tendo os aproveitadores da fé ganhado espaço, a violência aumentando, a fome sem controle com a produção de alimentos sendo destinada aos países de maior poder de consumo, as guerras e o tráfico de drogas provocando caos em muitos países. Aliás, no Brasil, batalhas são travadas contra o tráfico de drogas muitas vezes com pouco ou nenhum sucesso. As crises cíclicas do sistema econômico em vigência têm destruído o sonho de muitas pessoas e tirado o emprego de muitos cidadãos. Foi Nesta ocasião que o Mestre Jesus anteviu em sua oniciência a realidade que as pessoas de nosso tempo viveriam: o tempo do desânimo e o sentimento de impotência ante o caos globalizado. Aqui Jesus nos ensina a não desanimarmos diante de tudo que foi exposto, pois nele (Jesus) encontra-se a paz de que o mundo necessita. Ter bom ânimo é não entregar-se e nem conformar-se com os fatos e com o que se vê, mas transformar-se com a renovação do vosso entendimento e seguir em frente rumo a vitória.

Aqui se encontram mais razões pelas quais não deve o cristão desanimar diante das situações aqui colocadas. Jesus é o maior exemplo de alguém vencedor, aliás, no livro do Apocalipse encontramos muitas promessas feitas aos vencedores claramente expostas assim “ao que vencer”. O Mestre afirmava que já havia vencido o mundo. Algo que merece uma observação especial é o fato de que Jesus na ocasião em que proferiu estas palavras ainda não teria morrido na cruz do Calvário e já se colocara como vencedor.

Texto enviado por  Carlos André, Pernambucano, graduado em Geografia- UFPE – Leitor do Blog Andeiro

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